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Direitos Autorais E Valorização Profissional Mediante Registros Formais

Valorização Profissional Mediante Registros Formais – Artigo de Henrique Vieira Filho

Currículo Lattes, Orcid, ISSN, ISBN e DOI
Para Terapeutas Holísticos

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.6645527

Durante o período inicial da pandemia de COVID, duas profissionais médicas apresentaram visões opostas em uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito. 

Independente de quem estava com a razão, adversários de uma das partes apresentaram um argumento considerável para desacreditar uma delas: não tem Currículo Lattes

Sua importância também foi constatada pelo verdadeiro caos criado ao ficar fora do ar por vários dias, devido a uma falha no sistema, tendo sido notícia em todos os meios jornalísticos.

Pesquisadores, cientistas, catedráticos e demais estudiosos brasileiros fazem questão de ter seus trabalhos, artigos, teses, livros publicados, participações em congressos e demais conquistas acadêmicas registrados na Plataforma Lattes, que é mantida pelo CNPq –  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O equivalente MUNDIAL para essa função é o ORCID – Open Researcher and Contributor ID, ou ID Aberto de Pesquisador.

De acordo com a própria organização:

O ORCiD é parte de uma ampla infraestrutura digital necessária para que pesquisadores compartilhem informações em escala global. 

Nós possibilitamos conexões transparentes e confiáveis entre pesquisadores, suas contribuições e afiliações, fornecendo um identificador para os indivíduos usarem com seus nomes enquanto se envolvem em atividades de pesquisa, bolsa de estudos e inovação”.

Há grandes estudiosos na Terapia Holística, porém, quase nenhum conseguiu ter seus trabalhos acatados nas plataformas de reconhecimento acima citadas.

Afinal, existe formalidades prévias e normas técnicas a serem cumpridas:

Um artigo e/ou estudo para conquistar credibilidade inicial, deve, pelo menos, ter um DOI – Identificador de Objeto Digital, que é um código único – formado por um padrão de letras e números – e apresentado na forma de link, que é atribuído a publicações acadêmicas que estejam disponíveis na internet.

Para obter um DOI válido, um dos caminhos é que o material seja publicado em um periódico de padrão equivalente a científico, ou seja, uma revista que tenha conquistado registro ISSN – International Standard Serial Number, sigla em inglês para “Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas”, que é o código aceito mundialmente para individualizar o título de uma publicação seriada.

Na Terapia Holística, estes requisitos foram conquistados exclusivamente pela Revista TH (ISSN 2763-5570) e pelo Holística – Anais Do Congresso (ISSN 2763-7743). conveniadas ao CRT – Conselho de Auto Regulamentação da Terapia Holística, por meio da Sociedade das Artes, que é uma empresa DNA USP.

Ou seja, você, Terapeuta Holístico, agora pode valorizar seus artigos, estudos e pesquisas, tornando-os reconhecidos para o Currículo Lattes e Orcid!

Como em toda publicação com ISSN, as proposituras de artigos e estudos obedecem às formalidades de apresentação (padrão baseado na ABNT –  Associação Brasileira de Normas Técnicas) e avaliação por pares (profissionais ilibados analisam a qualidade…), o que valoriza ainda mais, tanto o Profissional, quanto a Profissão como um todo.

De forma similar, ocorre com os livros: para ser bem considerados nas entidades formais, precisa de registro ISBN – International Standard Book Number. que é um sistema internacional de identificação de obras publicadas (e-books, inclusive…), relacionando-os aos seus verdadeiros autores.

Por sinal, boa parte das livrarias físicas e virtuais sequer aceitam comercializar livros que não tenham ISBN.

Outro fator importante a considerar é a garantia de direitos intelectuais, pois as obras permanecerão registradas com datação e autoria, em organizações e padrões reconhecidos por todos os países.

A isso se soma ao incremento da visibilidade e credibilidade, pois estas plataformas são as que servem de fontes de referências fidedignas para estudiosos de todo o mundo, de todas as áreas do conhecimento, que passam a poder citar como referência em suas teses e pesquisas.

Buscadores especializados, como o Google Acadêmico, dentre os mais conhecidos popularmente, igualmente se valem destes registros para validar suas fontes.

De certo que os registros demandam tempo e esforços, totalmente recompensados pela valorização e reconhecimento de nossos trabalhos, além da oportunidade de compartilhar com colegas e demais estudiosos de todo o globo, que citarão seu nome sempre que fizerem referências aos seus textos.

Tamanha é a importância para nossa Profissão que mais e mais colegas conquistem este reconhecimento, que, disponibilizamos serviços de Mentoria (via internet), com investimento acessível, prestando assessoria individual para conquistar suas primeiras e/ou futuras publicações com DOI, passíveis de aceitação nas plataformas Lattes e Orcid.

Alguns dos tópicos da Mentoria:

  • Elaborando seu Currículo Lattes e ORCID
  • Escrevendo Artigos e Proposituras de Palestras dentro dos padrões ABNT
  • Propondo Artigos e Palestras para revistas científicas e congressos com ISSN
  • Publicando livros com ISBN
  • Obtendo registro DOI para reconhecimento e registro de seus trabalhos

Submissão De Artigos Para Periódicos Científicos

Cada revista/periódico tem suas próprias regras quanto aos requisitos de apresentação, tendo como base os padrões propostos pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, que são semelhantes aos adotados em todo o mundo.

Comumente, exigem artigos inéditos, abrindo exceções a critério subjetivo. Em tese, é uma forma de estimular que novos trabalhos sejam realizados, ao mesmo tempo em que buscam valorizar suas publicações pelo ineditismo.

As pesquisas passam por avaliações de especialistas, que elaboraram pareceres, aprovando ou não a publicação. Não raro, os pareceristas atuam no anonimato, evitando que o autor do artigo possa contatar diretamente, em um processo que leva vários meses para ser concluído. Alguns periódicos vêm adotando um processo mais amigável, em que é possível aos participantes receberem orientações de seus pares, para que o trabalho receba a oportunidade de adequação.

Ainda que legalmente discutível, na prática, quanto um trabalho é publicado em um periódico, este se torna proprietário do mesmo, permanecendo o pesquisador com a autoria.

É semelhante ao que acontece com uma obra de arte: o artista sempre será o autor, já quem fica com o direito de propriedade é o comprador.

No Brasil, o mais comum é a gratuidade entre ambas as partes: nem a revista, nem o pesquisador estabelecem vínculo de pagamentos.

A maioria dos periódicos científicos brasileiros pertencem a universidades, as quais têm sustento financeiro por outras vias.

Os pesquisadores brasileiros, em tese, podem conseguir verba para suas pesquisas ao ter seu projeto agraciado em algum edital do governo, bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

(Capes) e similares.

Convém pontuar que estas entidades mal têm verba sequer para pesquisas urgentes, quanto menos para algum setor “alternativo”, como é o nosso.

Muitos cientistas mantém pesquisas por suas próprias custas, sobrevivendo com salários obtidos como professores.

Já em outros países, é comum o pesquisador ter que pagar para ser publicado, sendo a média mundial estimada em US$ 4500,00 por artigo.

Muitos periódicos cobram dos autores ou das instituições a que estão afiliados ou das agências financiadoras de projetos taxas de publicação, conhecidas como taxas de processamentos dos artigos (do inglês Article Processing Charge).

Um estudo conduzido pela Universidade de Helsinque analisou mais de cem mil artigos publicados em 1370 periódicos em acesso aberto em 2010 e encontraram taxas de publicação entre US$ 8,00 a US$ 3.900,00.

Por sua vez, a Joint Information Systems Comittee (JISC), no Reino Unido, estima o custo de um artigo por assinatura impresso ao redor de US$ 5.456,00. Este valor sobe para US$ 6.494,00 na modalidade digital e impressa, e é de US$ 4.674,00 para o formato digital apenas.

Em acesso aberto, estes valores são cerca de 30-35% menores: US$ 3.662,00 para o artigo impresso, US$ 4.006,00 para ambas as modalidades e US$ 3.048,00 para o digital apenas (Houghton et al. 2009).

Uma das alegações a justificar os valores é a seletividade, evitando que artigos com pouca qualidade sejam enviados para avaliação e a ampla divulgação, que enriquece o prestígio do pesquisador.

Ainda que cada periódico, universidade e sociedade tenha suas próprias regras para formatação de periódicos, existe semelhanças suficientes para estabelecermos orientações gerais, restando pequenas adaptações a serem aplicadas, para cada veículo em que desejar submeter seu trabalho para avaliação.

Apesar de boa parte dos materiais serem publicados em versões online, permanecem bastante tradicionalistas, adotando fontes de letras mais adequadas a serem impressas (Arial e Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento de 1,5 para as entrelinhas), ignorando as que possibilitam melhor legibilidade em telas digitais (Verdana e Tahoma).

Ainda sob o raciocínio que os trabalhos serão impressos, exigem tamanho de página A4 ou Carta, com margens suficientes para permitir encadernação ou grampeamento (sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2,5 cm.), bem como a presença de Capa, Folha de Rosto, Folha de Aprovação, com pequenas variações de diagramação e formatação de Título, Nome do Autor, Nome da Instituição, Nome do Orientador, Folha de Aprovação, Folha de Dedicatória (opcional) e similares.

O desenvolvimento do projeto é bastante semelhante, seja para monografias, trabalhos de conclusão de curso, teses, artigos científicos e acadêmicos, proposituras de palestras, sendo a diferenciação muitas vezes tão somente classificatória por sua origem e proposta.

Lista de elementos comuns à maioria dos trabalhos:

Capa
Elementos pré-textuais Folha de rosto Folha de aprovaçãoFolha de dedicatória (opcional)
Folha de agradecimentos (opcional)
Folha de epígrafe (opcional)
Sumário
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Resumo
Abstract
Elementos textuais IntroduçãoDesenvolvimento (capítulos teóricos)
Argumentação e discussão 
Conclusão
Elementos pós-textuais Referências
Anexos (opcional)
Apêndices (opcional)
Índices (opcional)

Em nossa Mentoria, focaremos nas formatações para os periódicos Revista TH, Artivismo e Holística – Anais do Congresso, que seguem regras inspiradas pelos padrões ABNT para elaboração de artigos científicos.

Em nossa Mentoria, focaremos nas formatações para os periódicos Revista TH, Artivismo e Holística – Anais do Congresso, que seguem regras inspiradas pelos padrões ABNT para elaboração de artigos científicos.

Referências

VIEIRA FILHO, Henrique – Tutorial Terapia Holística. São Paulo, Sintebooks, 2002.

VIEIRA FILHO, Henrique – Marketing Para Consultórios de Terapia Holística. São Paulo, Sintebooks, 2003.

VIEIRA FILHO, Henrique – Programa de Mentoria Profissional e Curricular. Livroteca, 2022. Disponível em: <https://livroteca.com.br/produto/mentoria>. Acesso em: 15/06/2022.

SCORSOLINI-COMIN, Fabio – Projeto de Pesquisa Em Ciências Da Saúde. São Paulo, Editora Vozes, 2021

Sobre o Autor

Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

http://lattes.cnpq.br/2146716426132854

https://orcid.org/0000-0002-6719-2559

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