Revista TH - Dezembro 2021 / Janeiro 2022
A Revista Oficial da Terapia Holística - No 73 /2021-2022 5 A jornada da heroína começa com uma desarmonia dos valores femininos, procurando reconhecimento e gratificação na cultura patriarcal, uma quase nula afinidade com a espiritual e um retorno para dentro, a fim de recuperar sua conexão feminina sagrada. Apresentamos os preceitos estudados por Maureen Murdock em seu livro: “A Jornada Da Heroína: A Busca Da Mulher Pela Integridade” ( The Heroine’s Journey: Woman’s Quest for Wholeness ). e o quanto ela está alinhada com os nosso objetivos da Terapia Holística. Como Campbell nos apresenta, todos temos um chamado para nossa Jornada do Herói/Heroína; ao qual podemos recebê-lo em qualquer idade, pois é uma busca pela nossa identidade. Quando entendemos que o que vivenciamos hoje não faz mais sentido. Pode ser quando começamos num trabalho novo, quando saímos de casa para seguir um novo caminho, ou simplesmente quando percebemos que nossa identidade não faz sentido. Começamos, então, um retorno ao nosso íntimo, um recolhimento que será para o crescimento e autoconhecimento. A jornada da heroína começa com uma desarmonia dos valores femininos, procurando reconhecimento e gratificação na cultura patriarcal, uma quase nula afinidade com a espiritual e um retorno para dentro, a fim de recuperar sua conexão feminina sagrada. Separação do Feminino A nossa separação do feminino começa com a rejeição aos aspectos da mãe, uma busca para distanciar-se do que consideramos feminino. Lembrando que a separação de mãe e filha acontece em ambas as vias, de mãe para filha ou de filha para mãe. Começa um enquadramento mais masculino, ou seja uma busca em adaptar-se ao mundo patriarcal. Muitas vezes com distância do seu contato com o sagrado, com a espiritualidade e os processos naturais. Dificultando, assim, seu reconhecimento como mulher e indivíduo e seu próprio arquétipo de mãe, que tanto pode te auxiliar no processo de cuidado íntimo. Identificação com o Masculino Com a separação do seu feminino (mãe) e sua inclinação ao masculino (pai); nossa heroína vai em busca de enquadrar-se num mundo mais patriarcal. Ela caminha para uma figura masculina que tem a referência do sucesso (ou a ausência dele - levando em consideração a sua jornada pessoal).
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