Revista TH - Outubro / Novembro - 2021
A Revista Oficial da Terapia Holística - No 72 /2021 51 Na época, seria um recurso relativamente oneroso (as câmeras digitais eram novidade e foram utilizadas para registros documentais e jornalísticos dos atendimentos), contudo, nos tempos atuais, a Fotoposicoterapia já é uma possibilidade a mais para o exercício da Arteterapia, devido à popularização da fotografia, comum até via celulares. Os pedidos de adesão de novos municípios à proposta crescia exponencialmente, só tendo sido interrompidos por ações judiciais e pressões políticas orquestradas pelos Conselhos de Medicina, de Fisioterapia, de Psicologia, de Fonoaudiologia, de Nutrição, de Odontologia, sob alegações conflitantes: ora acusavam as técnicas de ineficiência, ora reivindicavam exclusividade no exercício das mesmas. Sequencialmente, estes Conselhos passaram também a processar uns aos outros, em busca de monopólio de técnicas, em demandas judiciais que perduram até os dias de hoje. Especificamente a Arteterapia, objeto deste artigo, nunca teve o monopólio reivindicado por nenhuma profissão, ao contrário do que ocorre com a Acupuntura, a Fitoterapia, a Psicoterapia e a Psicanálise, sempre alvos de disputas corporativas. A suspensão dos atendimentos ocorreu por iniciativa do próprio SINTE - Sindicato dos Terapeutas , e CRT - Conselho de Auto Regulamentação da Terapia Holística como medida de proteção contra eventuais constrangimentos aos quais os voluntários pudessem ser submetidos. Uma relativa paz e respeito mútuo foi estabelecido após um debate público, mediado pela jornalista Marília Gabriela , entre o Conselho de Medicina, representado por Júlio Cézar Meirelles Gomes e Henrique Vieira Filho , em nome da classe dos Terapeutas Holísticos, no MUBE - Museu Brasileiro de Escultura, transmitido ao vivo pela emissora televisiva GNT - Globo e reprisado três vezes, tamanha a repercussão e audiência conquistadas, no ano de 1999. O Ministério da Saúde tomou para si a missão de dar continuidade à implantação destes atendimentos via SUS, sendo que somente em 2003, deu início à empreitada, mediante reuniões e consultorias que levaram mais dois anos para redigir os primeiros documentos e mais outro ano para a aprovação do que se denominou Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS , publicada na forma das portarias ministeriais em 2006, sendo reformuladas em média a cada dois anos.
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