Revista TH - Outubro / Novembro - 2021

A Revista Oficial da Terapia Holística - No 72 /2021 44 Introdução Nos anos 90, de forma pioneira, implantou-se no serviço público de saúde de nove cidades (Novo Horizonte / SP, Espírito Santo do Turvo / SP, Onda Verde / SP, Rio Claro / SP, Paracatu / MG, Nova Era / MG, Matozinhos / MG, Água Comprida / MG e Galvão / SC), uma série de técnicas que, nos dias atuais, o Ministério da Saúde busca ofertar, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) . Foram obtidos resultados eficazes, com tamanha aceitação da população, que os trabalhos foram objetos de reportagens de destaque nos mais diversos veículos de comunicação, desde os mais singelos regionais, até os de maior repercussão, como Jornal Nacional e Movimento GNT. O atendimento era nutrido por caravanas de profissionais voluntários que atenderam gratuitamente (inclusive, bancando os materiais utilizados) nos postos de saúde e escolas, centenas de pessoas a cada final de semana, com Acupuntura, Terapia Floral, Tai Chi Chuan, Bioenergética, Shiatsu, Fitoterapia, dentre muitas outras técnicas, incluindo a Arteterapia . Esta técnica é equivocadamente confundida pelos órgãos governamentais como sendo atividades de educação artística, além da suposição de que praticar atividades artísticas em si, já constitui toda a terapia, à semelhança de um “relaxamento”. Tal interpretação errônea tem prejudicado a expansão da disponibilização da Arteterapia junto ao SUS - Sistema Único de Saúde , pois os chamamentos em editais focam em grupos profissionais que não possuem habilitação prática na técnica. O estudo da implantação bem sucedida nas nove cidades listadas pode referendar os parâmetros para que a Arteterapia seja efetivada de forma massiva no serviço público de saúde.

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