Revista TH - Outubro / Novembro - 2021
A Revista Oficial da Terapia Holística - No 72 /2021 34 As máscaras são símbolos de identificação. “ Por apropriação “mágica”, seja na aparência e/ou comportamento e poderes, o usuário desperta de si as características que projetava na figura representada .” Henrique Vieira Filho “ Ferramenta de adaptação, recurso de defesa psíquica, todos nós mascaramos em nosso dia-a-dia e o único e verdadeiro risco é o de se apegar aos papéis que exercemos. ” Henrique Vieira Filho Capítulo 04 – Vivência A proposta para esse contato, singelo, com a Arteterapia, será através da pintura. Acredito que esse seja um caminhar para o desbloqueio, pois o cliente será guiado pelas imagens, cores, desenhos, traços, formas e o que mais fluir nesse processo. Conforme ele se entrega a essa experiência, quanto mais dele surgir, mais sentimentos profundos vão emergindo. Peço aos colegas, que utilizem os material entregue: máscara e lápis de cor. Como podem verificar é uma máscara simples, um rosto, sem conotação de ser masculino ou feminino, um simples ser humano. Escolham as cores, sem se preocupar se está correto ou não. Pensem no que desejam criar, se irão desenhar, se irão somente deixar as linhas fluírem, pensem nas máscaras que utilizam no dia a dia, deixe esse sentimento ir fluindo e encontrando outros sentimentos, desejos, se aprofundando mais em você. Nosso foco está no criativo, um caminho para si, uma nova forma de se expressar. Logo, a criação é o resultado, o que queremos observar é como desenvolvemos esse material, como nos sentimos no processo. E por fim, como nos sentimos quando a arte está acabada, quando refletimos sobre a mesma, quando contamos a história da mesma, quando analisamos e fazemos o contraponto: entre a obra, o que sentimos, a história e o que levaremos desse aprendizado. Nesse processo, estaremos todos vivenciando essa experiência, discutindo os caminhos que estamos trilhando. Conforme o tempo for permitindo, faremos breve explicações sobre as artes apresentadas, garantindo assim um fechamento à vivência. Conclusão Após a vivência, ficará claro que o arterapeuta, precisa de familiaridade com a linguagem da arte. Que devemos ter o cuidado com as interpretações dos trabalhos de nossos clientes, pois essa análise, irá além de observar as formas, linhas e cores, mas será completada com o escutar o seu cliente e encontrar as mensagens que ele transmitiu nesse processo.
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