Revista TH - Outubro / Novembro - 2021
A Revista Oficial da Terapia Holística - No 72 /2021 18 a meada e o outro fizesse os novelinhos, invertendo quando já havia um novelo de bom tamanho. No terceiro dia, após o verso, fizemos a retrospectiva do dia anterior e as crianças continuaram a fazer os novelinhos. Apenas na quarta aula começaram a fazer os quadradinhos de tricô. Alguns não conheciam ainda os segredos do tricô, por terem vindo de outra escola, e por isso foi necessária uma atenção maior aos que não sabiam fazer tricô. E os que conversavam muito foram separados e organizados em duplas. Quando os alunos estavam mais tranquilos, foi permitido sentar no chão e tricotar. No momento da troca da cor, as crianças foram orientadas em como fazer essa transição, e assim foram aos poucos adquirindo confiança nesse fazer. 5.3 Trabalho manual no 4° ano No 4º ano do Ensino Fundamental, após as crianças conhecerem com a professora de classe o trabalho de alguns artesãos e suas relações práticas com a vida , os alunos aprendem a costurar de forma mais consciente – cada ponto e material recebe o nome adequado e sua função. Nesse ano, o trabalho a ser introduzido é o ponto cruz, que além de reforçar a capacidade de concentração, constitui para a criança um sinal de proteção para a vida que se segue. Nessa fase, a criança abandona sua primeira infância, passando a observar o mundo com a consciência do seu Eu, que vai ficando cada vez mais desperto (FEDERAÇÃO, 1999, p. 81, 82, 128). Pensando na mitologia nórdica que faz parte do currículo do 4º ano, a história “Homens guerreiros” foi elaborada para trazer essa força e significado ao trabalho do ponto cruz. 5.3.1 Homens guerreiros – História e narrativa relacionada ao ponto cruz Em uma terra muito gelada e distante, cercada por águas frias e profundas, existiam homens guerreiros que tinham uma grande influência dos deuses e se sentiam com isso muito fortes e protegidos para lutar contra qualquer ameaça ou invasão. Vestiam uma armadura e empunhavam seu escudo e sua espada sempre que se sentiam ameaçados ou quando precisavam defender suas terras. A armadura que ficava no peito era de tiras largas e fortes, que se cruzavam ao centro do peito, formando um grande X. Como eram grandes guerreiros, sentiam que havia chegado o momento de adentrar as águas profundas, de desbravar novas terras. E assim, revestidos de muita força e coragem, vestindo sua armadura, com o escudo e a espada nas mãos, pegaram seus veleiros e
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