Revista TH - Outubro / Novembro - 2021
A Revista Oficial da Terapia Holística - No 72 /2021 17 Certo dia, um anão muito distraído admirava uma flor e não percebeu que estava bem longe da sua casa de pedras, que ficava lá no meio da floresta. Acabou caminhando até mais perto de uma vila onde viviam muitas pessoas. Por estar distraído, ele não notou que havia algumas crianças por perto. Logo elas o avistaram e foram correndo ao seu encontro. O anão levou um grande susto e se escondeu rapidamente debaixo da terra, porém na pressa enroscou os seus sapatos em um arbusto. Quando achou que as crianças tinham ido embora, ele voltou para pegá-los e percebeu que as crianças estavam ali admirando seus sapatos feitos de tricô e falando que nunca tinham visto sapatos tão coloridos e bonitos como aqueles e que elas também queriam ter sapatos assim tão belos. Ao perceber o encantamento das crianças pelos seus sapatos, ele resolveu se aproximar e dizer que aqueles sapatos tinham sido feitos por ele e que, se elas realmente tivessem muita vontade de aprender, ele viria algumas vezes de manhã para ensiná-las a fazer seus próprios sapatos de tricô coloridos. E assim o anão foi observando e recolhendo pelo caminho muitas sementes, folhas e flores para tingir as lãs e presentear as crianças. Alguns dias depois, o anão apareceu com uma grande cesta de vime cheia de lãs das mais variadas cores. Cada criança escolheu as cores de que mais gostavam e atentamente observaram o anão tricotar um quadrado colorido. Desde aquele dia, as crianças aguardavam alegremente o dia que encontrariam de novo o anão para continuar seu quadrado de tricô e os sapatos de lã. 5.2.2 Os quadrados de tricô Na primeira aula, depois de ouvir essa história, as crianças fizeram um desenho, revelando a fantasia proporcionada pela narrativa. No dia seguinte, após o verso, foi feita a retrospectiva, e a maioria das crianças participou, elas queriam falar todas ao mesmo tempo. Para organizar a retrospectiva, somente as crianças que levantavam a mão podiam contar uma parte, e assim outra continuava ou acrescentava algo que as anteriores não haviam falado. Quando terminou a retrospectiva, comentou-se que alguém havia deixado uma surpresa para a sala e que iríamos descobrir o que era. Então foi apesentada uma cesta de vime coberta por um pano, o que criou entusiasmo e expectativas sobre o que poderia ter dentro da cesta. Ao descobrir a cesta, as crianças viram várias meadas coloridas e logo adivinharam quem havia deixado a cesta. O anão do sapato de tricô! E assim, em duplas, escolheram uma cor para que de forma alternada, um segurasse
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