Revista TH - Outubro / Novembro - 2021

A Revista Oficial da Terapia Holística - No 72 /2021 9 sensorial da pele e do órgão cutâneo, desencadeando vários distúrbios, como estados de histeria, depressão e fobias – são manifestações desse medo que se agravam pela falta de ordem, amor e religião. As crianças autistas e crianças com dificuldades de serem educadas são muito sensíveis e inseguras, precisam bastante desse porto seguro da pele. As aulas de trabalhos manuais na escola são uma forma de fortalecer o órgão da pele e assim o sentimento de Deus, irradiando segurança e paz para a criança, onde desenvolver o tato, significa também desenvolver tato social e com o Eu alheio. 3 IMAGEM, HISTÓRIA E MOVIMENTO Conforme Susan Perrow, nos programas escolares, a contação de histórias pode ajudar a aumentar e fortalecer a concentração das crianças e também estimular sua imaginação. Além disso, “[...] como uma elaboradora de história, penso em mim como uma das tecelãs da ‘rede mundial de histórias’” (2016, p. 67, 103). As narrativas podem ajudar muito a trazer imagens ricas em fantasia, sendo necessário partir do todo: a floresta, as árvores, montanhas, pastos, ovelhas... e trazer a luz da fantasia para o ambiente onde crescem. Se essa elaboração for feita pelo próprio professor de forma viva, a criança ficará mais estimulada pela história – mesmo sem precisar entender os porquês, pois oportunamente, no momento adequado, terá as respostas. Para elaborar as histórias, o professor pode recorrer à natureza sem separar o ser humano do meio ambiente, considerando a sua ligação e sentindo-se uno com ela (Steiner, 2016, p. 107) e dessa forma inspirando-se nela, porém tudo o que for contado ou narrado deve estar relacionado com a vida, ser verdadeiro para o professor, estar relacionado com a realidade e somente após aos alunos para que esta aula seja levada para dentro da vida (STEINER, 2017, p.125). Antes de escrever ou contar uma história para as crianças, o contador precisa saber o que ele acredita. Conforme você conta uma história, uma criança irá sutilmente sentir se você próprio está realmente “dentro” e “por trás” dela, ou está apenas “inventando algo” com o qual você não está totalmente conectado. (PERROW,2016, p. 116)

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