Revista TH - Agosto / Setembro - 2021

A Revista Oficial da Terapia Holística - No 70 /2021 76 percebe sua própria realidade. A empatia se resume em uma questão a ser colocada regularmente: O que se passa, neste instante, com a pessoa que está diante de mim ? Numerosos trabalhos afirmam que a empatia é fundamental na entrevista e que a qualidade desta está diretamente ligada à experiência do(a) aconselhado(a) e a qualidade do laço terapêutico, independentemente da teoria à qual o Terapeuta Holístico se identifica. Outros estudos (Mitchell, Bozarth, Krauff et Sloan por exemplo) demonstram bem sua importância, mas não a consideram como determinante. A adoção desta atitude é difícil em certas situações graves que nos forçam naturalmente a nos sentirmos, ao mesmo tempo, afetados, impotentes e que mobilizam em nós, sentimentos como o da injustiça ou o da inquietude. No entanto, uma pessoa confrontada com uma situação difícil precisa em primeiro lugar de alguém presente ao seu lado que a ajude a enfrentar o que ela está vivendo e não uma pessoa que reaja por ela. Pela compreensão empática, o conselheiro ajuda a pessoa a entrar em contato com seus próprios sentimentos e a descobrir o que estes significam. Como manifestar sua empatia? Verbalizando o que é percebido na pessoa como emoção dominante, Pedindo-lhe para nos dizer o que precisaria mais neste momento, Tentando compreender o ponto de vista da pessoa e o reformulando sem tentar transformá-lo (é por ela mesma que a pessoa, em um segundo momento, modificará seu ponto de vista da situação). Os efeitos da empatia na relação de cuidados: Aumento do nível de auto-estima: “é possível então compreender o que eu sinto sem me dizer que eu estou errada de pensar assim”; Melhora da qualidade da comunicação: “ele não me responde dizendo que ele também pode morrer a qualquer momento, basta por o pé na rua”; Abertura à possibilidade da expressão de emoções profundas: “é verdade que atrás desta raiva se encontram todos os meus medos”.

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